Chapter 2.3: A Mistake

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Chapter 2.3: A Mistake

Mensagem por RADIUS em Dom Fev 24, 2013 1:37 am

Spoiler:

-Droga, droga, droga! Concordo em participar e na primeira oportunidade me enviam para o melhor lugar do planeta.
Continua andando enquanto olha para todos os lados, sente mais medo que tensão, tem uma kunai invertida na mão esquerda e uma bússola na direita. Ao escutar um galho ser partido, para abruptamente.
Se você quer manter-se vivo deveria aprender a fazer silêncio. - pensou, e logo percebeu que sua voz atraiu a nova companhia. Em meio a neblina da Névoa, avançou em direção a criatura desferindo-lhe um golpe na cabeça. Separou a cabeça do restante do corpo e tratou de afastar-se da criatura asquerosa antes que outros semelhantes aparecessem. Olhou para seu reservatório de água que continha pouco menos da metade.
Nada bom, minha água acabará hoje e não achei outra fonte confiável; sinto a presença de alguns chakras, o que torna tudo ainda mais irônico, pensei que só os mortos andassem por aqui.
Caminhou por algum tempo guiando-se pelos seus instintos, o mapa topográfico com curvas de nível tinha sido decorado graças a sua memória fotográfica. Estava na parte de relevo mais baixo, o que representava um risco. Mas também o único meio de chegar a sede do Mizukage e recolher informações. Arrepiou-se novamente, já tinha perdido a conta de quantas vezes isso tinha acontecido nos últimos quinze minutos, quanto mais se aproximava do centro local, mais errantes caminhavam trôpegos a sua volta. Felizmente eles não conseguiam lhe diferenciar de uma árvore graças ao seu novo truque. Escondeu-se atrás de uma barricada feita com algumas caixas e avistou alguém do outro lado. A primeira vista era um zumbi em perfeitas condições, até cambaleando estava! O corpo não parecia em mau estado, apesar de também não se apresentar tão bem. Na verdade era um ninja fora de padrão.
Quem esse maldito pensa que é? Mais um movimento e causará grande problemas.
Ao perceber que o garoto insano não batia bem da cabeça, correu até o outro lado, antes de alcança-lo atingiu um zumbi no olho e derrubou outro com um golpe certeiro na cabeça. Finalmente empurrou o jovem para dentro de um casebre, derrubando-lhe no chão e fechando a porta rapidamente, tentando fazer o menor barulho possível.
-Cara, se eu andasse com um elefante chamaria menos atenção que você. Se tá a fim de morrer, acho melhor não ser mordido por um desses. - Apontou para a porta, embora no momento não pudessem ver o lado de fora.
Estendeu-lhe a mão, com um meio sorriso no rosto e curiosidade nos olhos. Era loira, pele pálida e olhos negros, não muito alta. Vestia uma roupa preta discreta, que acompanhava uma capa preta.
-Dru, prazer.




Última edição por RADIUS em Dom Fev 24, 2013 1:46 am, editado 1 vez(es)

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Re: Chapter 2.3: A Mistake

Mensagem por RADIUS em Dom Fev 24, 2013 1:41 am

Narração de Fumma Matakatsu, anterior aos acontecimentos citados acima.


- Aff, era a última....
Falei, meio enrolado, logo depois de ter virado o último copo de whisky que havia na minha adega. Levantei-me daquela velha poltrona empoeirada, desviei dos restos de alimentos largados ao chão, e caminhei vagarosamente até a dispensa. Esta estava tão vazia quanto meu olhar, meus pensamentos. Viro-me, caminho até o banheiro. Mais uma vez, a mesma maldita porta velha fez o mesmo maldito barulho de dobradiça enferrujada que eu tanto odeio. Mas até então, eu já não me importava mais. Ergui a tampa do vazo e pus para fora todo aquele álcool que há tempos eu vinha ingerindo. A descarga desce. Passo em frente ao espelho e não sei por qual motivo, dessa vez eu resolvo parar. Ele estava tão empoeirado quanto eu queria que estivesse meu passado. Assopro. O grosso da poeira se vai. Mas quem é esse homem que eu via refletido por entre as poeiras daquele espelho? Cabelos grandes e desgrenhados, barba por fazer, olhos caídos, sem expressões... E com uma nova cicatriz na altura da costela...
- Quem sou eu?
Aquele chão sujo e gosmento e aquela parede manchada me caíram muito bem como apoio. Deixei-me escorregar por aquela parede até alcançar o chão. Abaixei a cabeça. Coloquei minha mão na nuca. Estava naquele momento, tomado por uma depressão profunda.
- Só desgraça...
O destino não poderia ser mais cruel... Matar os próprios pais, ver sua amada e filho morrerem, e ver a vila em que fez amizades e se apegou ser destruída. Esses amontoados de pensamentos mais a zonzeira que o álcool proporcionava fora o suficiente para me fazer apagar ali mesmo, no chão do banheiro.
Acordei no dia seguinte, fraco, faminto. Levantei-me do chão. Fui atrás de mais um copo de bebida qualquer, pois além de fazer esquecer, o álcool inibe a fome. Lembrei-me então de que tinha virado o último copo ontem à noite. Não tinha mais como adiar, eu teria que ir atrás de alimento se eu quisesse sobreviver, embora na maioria das vezes eu quisesse o contrário. Arrisco-me e vou até a janela. Fazia um dia de névoa muito densa em Kirigakure. Porém mesmo com toda aquela névoa eram visíveis os miseráveis andantes...
Bem, quem escolheu se ilhar aqui em Kiri foi eu. Quem decidiu construir esse barraco aqui no alto dessa rocha foi eu...
Mesmo minha barriga implorando por algum alimento, eu não tinha vontade nenhuma em cruzar aquela porta. Não estava disposto a me expor a zumbis e ir atrás de mantimentos... Viro-me. Dou de cara com alguns porta-retratos. Quatro ao total. Todos eles também muito empoeirados. Um era do antigo Time 01 de Konoha, um outro com o Jounnins Sasame e Guhiko, um com o Time 02 e um outro com a foto de Kazuna.
- Todos mortos, e a culpa é minha...
Naquele momento eu já não sabia o que sentir. Minha vontade era a pura estagnação. Não queria mover-me, não queria pensar, não queria respirar...
- Se eu ao menos tivesse mais um gole de whisky...
Sentei-me naquela poltrona novamente. Aquele silêncio me incomodava mais do que o mais insuportável ruído. Eis que nesse exato momento minha barriga, mais uma vez, ronca de fome. Já fazia alguns dias que não comia nada. Não tinha mais jeito. Se eu quisesse sobreviver eu teria que ir atrás de comida. Enfim levantei-me. Subi as escadas, fui ao meu quarto, se é que aquilo poderia ser chamado de quarto... Não havia cama, nem armário, nem luz. O que havia era uma mesa redonda, e sobre ela havia uma capa jogada. Uma capa grande, marrom e com capuz que eu havia utilizado há tempos atrás, e que não olhara para ela desde aquela emboscada que me armaram. Lembro-me de Sasame e de Tokaru e da minha falha ao tentar protege-los... É o tempo tinha passado e eu não tinha me dado conta... Visto a capa, amarro o capuz. Desço as escadas e vou até a porta. Ponho a mão na maçaneta. Minha barriga ronca novamente.
- É… Agora eu acho que eu entendo um pouco, o que move esses andantes. Fome... Pensando bem, nesse exato momento eu sou meio que um de vocês, movidos tão e somente pela vontade de saciar a fome...
Depois desse devaneio, abro a porta, começo a caminhar, sem roteiro definido, apenas vou indo, para onde o instinto determinar.

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Re: Chapter 2.3: A Mistake

Mensagem por RADIUS em Qua Jun 05, 2013 5:57 pm

marujo desaparecido, quando retornar me envia uma mp!

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